terça-feira, 2 de abril de 2013

Fantasmas de uma cabeça não mais habitada


“Um monte vasto de solidão
Sem preto, vermelho, amarelo ou branco
Minha floresta é deficiente de vida
Mas um dia já esteve florida
Nela não há nada que a proteja
Porém, enfrento o calor com menos dureza
Sim, muito me falta
Mas não sinto falta de nada
Tenho família, amigos, emprego
Tudo nunca será nada
Medroso é quem diz que para acreditar é preciso ver
Mas eu...
Eu sei viver!
Meus rios e florestas são mais vivos do que alguns que existem de fato
Meu interior está sempre recheado
Um monte vasto de solidão
Não sinto falta de nada
Cabelo é o que me falta.”