domingo, 17 de fevereiro de 2013

Tempo

 Sei que meu tempo será curto, mas não sei quanto. perco-me no tempo. ele passa e continuo perdido e me perdendo nele. o que será de mim, o que será de nós, meros seres navegando no tempo fluxo contínuo? Ás vezes parece que ontem foi a milhão de anos atrás e que o amanhã será daqui a pouco. O tempo escorre entre meus dedos, como grãos de areia, e é levado pelo vento ao mar. Ontem era criança, hoje sou jovem, amanhã serei velho e depois... o fim. O que há entre tudo isso? Eu. Apenas eu. Perdido, incluído mesmo sem consentimento. Apenas dentro de tudo isso, navegando como todos os outros, fazendo meu papel. Oscilando no tempo. Acho que nunca usaremos todo o tempo que queremos, que nunca teremos todo o tempo que queremos. Temos apenas este tempo, apenas este curto, rápido e maldito tempo, que nos trai, nos atrai a cada segundo. A propósito, quanto vale cada segundo? Segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, momentos...Vidas... Estão passando. Perante nossos olhos, estão passando. Nós estamos passando. Viemos aqui a passeio, apenas espiar, aprender e tentar. E depois, o adeus. Fim. O tempo permite a si mesmo o fim. Ele nos interrompe, nos distrai, para depois nos darmos conta do tempo perdido e lamentarmos. Mas apenas quando não temos noção dele, quando deixamos de nos preocupar com ele, que ele realmente surte efeito. O tempo é assim mesmo. É totalmente aproveitado quando deixa de existir. E depois... Fim. Acabou o tempo.