quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Desabafo

É certo que quando alguma tragédia acontece com alguém que não conhecemos, nós, impreterivelmente, nos colocamos no lugar desses desconhecidos. Sofremos uma dor calada, não externada. Ficamos triste, com pena. Oramos pela consolação dos corações. E, quando essas fatalidades acontecem, levantamos as mãos ao céu e agradecemos a imensa distância do fato em si com as nossas vidas.

Mas, ainda assim, a possibilidade de algo de ruim acontecer conosco ainda existe.

Não consigo concordar com Nietzsche que afirma que o sofrimento é necessário para o nosso 'crescimento'. Sim, quando atravessamos o vale escuro vemos como é bom deixá-lo para trás, mas não creio que seja uma condição necessária para a felicidade.

Tentamos aproveitar ao máximo os momentos bons para termos força nos ruins. Infelizmente isso não acontece. Quando a dor ou o sofrimento atinge um dos nossos, a dor é insuportável, a tristeza, interminável. E, muitas vezes impotentes, sucumbimos a um estado de espírito pesado e árduo. Lágrimas e mais lágrimas.

E a pior coisa é a doença ou invalidez, pois não podemos ajudar os nossos queridos.

Muitas vezes a doença chega rasteira e, quando percebemos, está muito avançada.

Por que com ela? Por que agora?

Visto que nada podemos fazer, pedimos apoio emocional a todos. Sei que Deus está no controle de tudo, mas, infelizmente, não conseguimos entender os Seus feitos.

Só peço uma coisa: Deus, se for da Sua vontade, cure-a.


Galera, provavelmente esse texto está sem pé nem cabeça, mas está fazendo muito sentido para mim e achei válido compartilhá-lo com vocês. :)