quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Olho no olho


“Enfie a faca
Sinta o sangue
Sangue amargo que foi derramado por nós

Dê meia volta
Volta e meia
Veja a volta que você voltou

Respire fundo
Respire outra vez
Sinta o cheiro doce da dor

Gire a faca
Provoque dor
Sinta a exalação do imenso ardor

E se fosse...
Se fosse você
A receber chibatadas sem ninguém ver?

Seria difícil
Seria ruim
Como a cachaça na ferida de um festim

Seria horrendo
Gritar sem voz
Gritar e não receber uma ajuda veloz

Retire a faca
Olhe no olho
Veja o sangue que agora eu recolho.”