sábado, 2 de março de 2013

Cores


Uma caixa com centenas de cores. Brilhava em seu rosto e seus olhos se arregalavam de prazer. Era tanta beleza, tantos tons, que mal podia pensar por onde começar.

Ela escolheu um de olhos fechados e, ao puxá-lo, sorriu para si pensando no que fazer com aquele vermelho vivo. Começou uma rosa.

Depois fez uma roseira. Passou para a grama e, então, fez abelhas e borboletas. Pensou em que tipo casa ficaria em tão belo jardim e fez um castelo imponente e belo, com janelas cheias de pequenos detalhes. E quem habitaria um lugar como aquele?

Desenhou uma bela jovem com um lindo vestido e descalça, sentido a grama nos pés; não, não seria uma princesa aprisionada... a dona daquele lugar tinha que ser alguém livre para ver todas as cores que o mundo possuía. Mas a princesa precisava de alguém para compartilhar tudo aquilo.

Criou um príncipe e, segurando a mão da dama, ele ergueu uma flor que ainda não desabrochara, para que a jovem dona do castelo sentisse seu perfume. Só isso. Sem beijos, cantorias e grandes festas. Um jardim, com uma roseira e duas pessoas o admirando. O perfeito conto de fadas que a artista criou com as cores do mundo.